Quem ganha e quem perde com a popularidade das canetas emagrecedoras, segundo o Santander

A expansão das canetas emagrecedoras no Brasil deve beneficiar indiretamente vários setores da economia, na esteira da mudança de hábitos de quem utiliza os medicamentos. O Santander aponta que as expectativas são positivas para as academias e o varejo de moda, que devem ampliar sua receita com a prática de exercícios e a compra de roupas esportivas, enquanto os possíveis ganhos de autoestima dos pacientes devem impulsionar o consumo de produtos de beleza e maquiagem.

Farmacêuticas tentam coibir ‘canetas emagrecedoras’ manipuladas no Brasil

As farmacêuticas multinacionais que desenvolveram as canetas emagrecedoras, cujo princípio ativo são os análogos ao hormônio GLP-1 (inibidor de apetite), travam uma batalha contra as farmácias de manipulação que estão produzindo esses medicamentos no país. APolícia Federal deflagrou uma operação para desarticular um esquema de produção e comercialização clandestina de um dos ativos usados nessas canetas.

Marcas de luxo vivem onda de estreia em beleza

As marcas de luxo, diante da escalada da inflação e da queda da confiança do consumidor globalmente, estão promovendo uma nova onda de estreia no mercado de beleza, especialmente no Brasil. A Louis Vuitton lançou em agosto sua categoria de maquiagem, com produtos como paletas de sombra e batons que custam de US$ 160 a US$ 250. Em abril, também foram lançados no Brasil o segmento de maquiagem da Dolce & Gabbana e as fragrâncias da Valentino, licenciadas pela L’Oréal.

Extremos climáticos já afetam portfólio da Natura

A maior frequência e intensidade dos extremos climáticos nos últimos anos já tem levado a Natura Cosméticos a fazer uma reorganização do portfólio. A empresa é abastecida com insumos amazônicos de cooperativas e associações de comunidades da região, a partir de alinhamento constante sobre expectativas de produção e viabilidade de fabricação das linhas de produtos. “No ano passado, o açaí de terra firme morreu porque a chuva não veio. Neste ano, tivemos quebra de 70% da safra de castanha”, afirma o gerente de suprimentos da fábrica de sabonetes da Natura em Benevides (PA), Raoni Silva.

Consumo de cosméticos desacelera no Brasil no 2º tri, com queda em receita

Indústrias de beleza e higiene pessoal como Natura Cosméticos (que abrange as marcas Natura e Avon), L’Oréal e Coty sentiram uma desaceleração do consumo no Brasil, uma das últimas fortalezas do setor no mundo. Números do segundo trimestre apontam que o consumidor brasileiro, que vinha aumentando os gastos com a categoria, independentemente da classe social, está evitando comprar e optando por produtos mais baratos - com reflexo no ritmo de crescimento dos negócios no país.

Proibição de testes em animais deve impulsionar investimentos

A proibição de testes em animais para a produção de cosméticos, que passou a ser lei no Brasil a partir do último dia 31, confere segurança jurídica ao que já é uma tendência de mercado na indústria brasileira, segundo especialistas. A Natura foi a primeira companhia do Brasil a receber a certificação de “livre de crueldade”, em 2006. Já o Grupo Boticário, que também não realiza testes em animais há mais de vinte anos, vai ampliar em 20% os investimentos em métodos alternativos.

Chinesas aumentam disputa por linha branca no país

As indústrias chinesas de eletrodomésticos e eletroportáteis que atuam no Brasil, como Midea e Hisense, planejam ampliar participação de mercado em produtos de linha branca e acirrar a competição com marcas já consolidadas no país. A avaliação das asiáticas é de que produtos como ar-condicionado e máquina de lavar e secar ainda têm baixa penetração no Brasil, ao contrário de mercados desenvolvidos. Já a troca de itens como geladeira abre espaço para essa disputa de custo-benefício em categorias maduras.

Ações das companhias de beleza em NY oscilam com incertezas macroeconômicas sobre a China

Após a redução temporária das tarifas de importação nos Estados Unidos, as ações de companhias de beleza acompanharam o movimento da Bolsa de Nova York e fecharam em forte alta no pregão de quarta-feira (9). A Coty avançou 14,29%, seguida por Estée Lauder (+12,19%) e E.l.f. Beauty (+9,29%). Os papéis, porém, acumulam fortes quedas desde o início do ano, com a perspectiva de taxação nos Estados Unidos e a maior a cautela dos consumidores em nível global, que vem prejudicando a demanda.

Farmacêuticas e grandes marcas acirram disputa em dermocosméticos

Com a aquisição de 60% da Dermage, anunciada no último dia 24, a Eurofarma amplia sua participação nesse mercado e segue uma tendência da indústria brasileira. Outras farmacêuticas locais, como Hypera e Cimed, se posicionaram fortemente no segmento nos últimos anos com a aquisição de empresas e ampliação do portfólio. Já a Natura relançou a linha Chronos, agora como Chronos Derma, também com o objetivo de disputar os consumidores em categorias premium e de apelo dermatológico.

Farmacêuticas nacionais se armam para a bilionária corrida pelo Ozempic genérico

As principais indústrias farmacêuticas nacionais estão se preparando para entrar no mercado da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, a “canetinha azul” da dinamarquesa Novo Nordisk, cuja patente está prevista para vencer em março de 2026. O medicamento, considerado um dos principais “blockbusters” globais do setor, movimenta no país cerca de R$ 3 bilhões por ano em vendas.

Lucro líquido da Panvel sobe 51,6% no 3º tri, com receita maior e gestão de despesas financeiras

O Grupo Panvel — dono das farmácias do mesmo nome, da Dimed distribuidora e do laboratório Lifar — registrou lucro atribuído aos controladores de R$ 35,8 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que representa alta de 51,6% em relação ao mesmo período de 2023. No critério ajustado, o lucro líquido foi de R$ 37,3 milhões, alta de 36,9%. A Panvel afirma que o maior lucro reflete ganhos operacionais e a “gestão eficiente de caixa” que aliviou despesas financeiras.

Ambev tem receita maior no 3º tri, mas efeito tributário derruba lucro

A Ambev teve um terceiro trimestre misto, com efeitos tributários afetando o lucro líquido e crescimento de receita de 12%, embora os volumes vendidos tenham caído no comparativo anual. A novidade foi o anúncio de um programa de recompra de até 155 milhões de ações, equivalente a R$ 2 bilhões se considerado o preço de fechamento das ações na quinta (31) - os papéis da cervejaria terminaram o pregão na B3 com queda de 1,7%, cotados a R$ 12,70.

Eli Lilly disputa com Novo Nordisk mercado de emagrecimento

As farmacêuticas Eli Lilly e Novo Nordisk, que têm forte atuação no mercado nacional com fornecimento de insulina, estão ampliando investimentos no Brasil. As duas multinacionais também são concorrentes em medicamentos para emagrecimento, que movimentam cifras bilionárias. A dinamarquesa Novo Nordisk tem como carro-chefe o Ozempic - mercado em que a americana Lilly quer avançar quando começar a comercializar o Mounjaro no país.

'Imposto do pecado' cria fogo cruzado na indústria de bebidas

A diferenciação de alíquotas para produtos com adição de açúcar e maior teor alcoólico, de acordo com o chamado imposto seletivo ou “imposto do pecado” da reforma tributária, está gerando discussões na indústria de bebidas. De um lado, o segmento de bebidas destiladas questiona uma alíquota maior do que a da indústria de cerveja. Já a entidade que reúne as bebidas não alcoólicas, apoiada pelo setor de bares e restaurantes, se opõe à taxação adicional para produtos com adição de açúcar.

Indústria brasileira de produtos para cabelo mira mercado de Miami

A cidade de Miami, nos Estados Unidos, tem sido uma das apostas das pequenas e médias fabricantes de cosméticos brasileiras para ampliar o faturamento e ganhar destaque no mercado internacional, especialmente no segmento de cabelos. A categoria foi a recordista em exportações no ano passado, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), somando US$ 200,2 milhões em faturamento, alta de 8,9% no comparativo anual.
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